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3M vai pagar US$ 7,35 bilhões para encerrar processos sobre PFAS nos EUA

Acordo, dividido em nove anos, cobre cerca de 99% das ações ligadas aos 'químicos eternos' de espumas antichamas; empresa diz que não admite responsabilidade.

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Prédio da sede corporativa da 3M em Maplewood, no estado de Minnesota, nos Estados Unidos
Tony Webster from Minneapolis, Minnesota, United States / Wikimedia Commons · CC BY 2.0

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.

O conglomerado americano 3M anunciou na terça-feira (3) que vai pagar US$ 7,35 bilhões (cerca de R$ 40,3 bilhões) para encerrar ações judiciais por danos à saúde atribuídos aos PFAS, os chamados "químicos eternos", presentes em espumas de combate a incêndio que a empresa fabricava, segundo reportagem da agência AFP publicada pela Folha de S.Paulo.

Os PFAS foram associados a doenças graves, entre elas o câncer, e recebem esse apelido porque permanecem no ambiente mesmo depois de cumprida sua função. De acordo com a 3M, o acordo cobre "aproximadamente 99%" das ações reunidas em um processo em tribunal da Carolina do Sul, com mais de 100 mil autores.

Os pagamentos serão feitos ao longo de nove anos, começando com US$ 50 milhões em 2026. Não haverá desembolso no ano seguinte, e 20% do total ficará para os dois últimos anos. O presidente do conselho e diretor-presidente da empresa, William Brown, afirmou em comunicado que o acordo reduz de forma substancial as incertezas ligadas aos processos.

A companhia ressaltou que o acerto não representa admissão de responsabilidade e que está preparada para se defender na Justiça caso condições previstas não sejam cumpridas. Em 2024, outro acordo aprovado nos EUA já previa o pagamento de até US$ 12,5 bilhões a empresas públicas de abastecimento de água, para financiar descontaminação e monitoramento.

A 3M diz ter deixado de fabricar PFAS até o fim de 2025, como havia prometido. A empresa ainda enfrenta processos em outros países: em maio, a Austrália anunciou uma ação de US$ 1,43 bilhão por contaminação de bases militares, e na Bélgica autores pedem cerca de US$ 35 milhões por poluição atribuída a uma fábrica da companhia em Zwijndrecht.

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