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IndiGo, maior aérea da Índia, negocia compra de 100 jatos da Embraer, diz Reuters

Conversas estão em estágio inicial e incluem opção para cerca de 50 aviões adicionais; entregas começariam, no mínimo, a partir de 2030.

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Avião Airbus A320 da companhia IndiGo no aeroporto de Mumbai, na Índia
Premkudva / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.

A IndiGo, maior companhia aérea da Índia, está negociando a compra de 100 aviões da Embraer, com opção para mais cerca de 50 unidades, de acordo com três fontes ouvidas pela agência Reuters, em reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. Se fechado, o pedido pode estar entre os maiores já recebidos pela fabricante brasileira.

Segundo as fontes, que falaram sob condição de anonimato, as conversas estão em fase inicial e não há garantia de acordo. O modelo da aeronave ainda não foi definido, a quantidade pode mudar e as entregas devem começar, no mínimo, em 2030. IndiGo e Embraer não comentaram de imediato. Por volta das 12h10, as ações da Embraer subiam 0,81%, a R$ 104,69.

Uma encomenda desse porte poderia valer bilhões de dólares a preços de tabela, embora descontos sejam comuns no setor. Seria também uma vitória relevante no terceiro maior mercado doméstico de aviação do mundo, onde hoje apenas a pequena regional Star Air opera jatos da Embraer.

A fabricante vem oferecendo seus jatos regionais a empresas indianas e, neste ano, assinou um acordo não vinculante com a Adani Defence & Aerospace para avaliar uma linha de montagem final do E175-E1 na Índia. Em março, o presidente-executivo da Embraer, Francisco Gomes Neto, disse que esse plano dependeria de pedidos de pelo menos 200 aeronaves.

Para a IndiGo, os jatos permitiriam abrir rotas para destinos regionais e substituir parte de seus turboélices ATR. A empresa, comandada desde agosto por Willie Walsh, pretende chegar a cerca de 600 aviões até 2030, ante 442 em setembro, em uma frota formada principalmente por jatos Airbus de fuselagem estreita.

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