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Coalizão leva a reguladores europeus 14 denúncias por suspeita de lavagem de dinheiro contra JBS e financiadores

Acusações se apoiam em estudo que associa fornecedores da empresa a 6,6 milhões de hectares com desmatamento desde 1988; JBS diz não ter tido acesso ao conteúdo.

Texto
Imagem de satélite mostra áreas desmatadas e remanescentes de floresta no distrito de Rio Pardo, em Porto Velho (RO)
Coordenação-Geral de Observação da Terra/INPE / Wikimedia Commons · CC BY-SA 2.0

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.

A Coalizão Jurídica Transnacional (TLC, na sigla em inglês) apresentou nesta quarta-feira (4) 14 denúncias por suspeita de lavagem de dinheiro contra a JBS e contra financiadores e prestadores de serviço da empresa, segundo o g1. Os documentos foram enviados a agências reguladoras da Holanda, da Alemanha, da Irlanda e do Reino Unido.

As denúncias sustentam que haveria relação entre a cadeia de fornecimento de carne bovina da JBS e o desmatamento ilegal, inclusive em terras indígenas. Um estudo encomendado pela coalizão associa fornecedores diretos e indiretos da companhia a cerca de 6,6 milhões de hectares com registros de desmatamento desde 1988, a maior parte anterior a julho de 2008. Além da empresa, são alvo 12 de seus principais financiadores, além de auditorias, advogados e contadores; entre as instituições citadas estão Barclays, Banco do Brasil, Rabobank e BlackRock.

O levantamento cruzou Guias de Trânsito Animal, registros do Cadastro Ambiental Rural e dados de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A própria coalizão reconhece que as informações não permitem afirmar que um animal criado em área com desmatamento ilegal tenha sido abatido pela JBS, mas diz que o cruzamento aponta situações de maior risco.

Para o advogado Octavio Ferraz, professor do King's College London e integrante da TLC, a novidade está em usar a legislação contra lavagem de dinheiro para enfrentar crimes ambientais. A tese é que bancos e outros prestadores de serviços financeiros, diante de indícios, teriam a obrigação de aprofundar as verificações e comunicar as autoridades.

Procurada, a JBS disse que não teve acesso à íntegra das denúncias e não havia se posicionado até a última atualização da reportagem. O Banco do Brasil afirmou não ter tido acesso ao material e disse manter políticas de prevenção à lavagem de dinheiro e de gestão de riscos socioambientais.

Fontes consultadasg1Ler a íntegra em g1
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