Revista piauí lista as suspeitas que, em sua leitura, Flávio levou na 'bagagem' para os EUA
Texto da piauí, publicado após o embarque do senador para Miami, reúne investigações e reportagens anteriores sobre ele; o conteúdo reflete a visão da revista.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
A revista piauí publicou em 28 de outubro um texto sobre a ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos. Segundo a revista, o senador, derrotado por Lula por mais de 4 milhões de votos, deixou o país com a mulher e as duas filhas, passou por Foz do Iguaçu e por Puerto Iguazú e embarcou em um jato particular, chegando a Miami na manhã seguinte.
A piauí afirma que a viagem adia o acerto de contas do senador com a Justiça brasileira. Ele é investigado em dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal: um sobre repasses de Daniel Vorcaro, a pretexto de financiar o filme Dark Horse, e outro sobre suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. Sem vencer a eleição, ele fica sem mandato a partir de fevereiro e, de acordo com a revista, sem foro privilegiado.
A revista diz que a própria direita hesita em aceitar a narrativa de perseguição política e retoma reportagens que já havia publicado. Entre elas estão a apuração sobre pedidos de 24 milhões de dólares a Vorcaro, a revelação de um passeio de lancha em 2020 patrocinado por lobistas interessados na vacina Covaxin e a investigação da Polícia Federal sobre uma suposta sociedade oculta na casa de apostas Best Bet.
O texto também cita a relação histórica de Flávio com milícias do Rio, como a moção de louvor a Adriano da Nóbrega quando era deputado estadual, e uma emenda de 200 mil reais enviada em 2023 a um projeto em área de milícia, a pedido de um preso por envolvimento no caso Marielle Franco, segundo a piauí.
Por fim, a revista lembra o caso dos funcionários fantasma, que resultou em denúncia em 2020 por desvio de 6,1 milhões de reais, mas foi invalidado em 2021 por decisões do STF e do STJ que anularam provas. O trecho disponível ao público não traz resposta de Flávio Bolsonaro às acusações; o texto expressa a leitura da publicação.