Clarín descreve fuga de Flávio com quatro jatos e trajeto por terra até a fronteira
Segundo o jornal argentino, plano previu rotas alternativas, despistes e apoio de agentes americanos no aeroporto de Puerto Iguazú; as informações são atribuídas ao Clarín.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) teria contratado quatro jatos particulares para montar rotas alternativas na saída do Brasil rumo aos Estados Unidos, de acordo com reportagem do jornal argentino Clarín, resumida pelo UOL. As informações são do jornal e não foram confirmadas de forma independente no texto.
Segundo o Clarín, a família havia alugado um avião em Brasília para chegar à fronteira com a Argentina, mas o dono da aeronave desistiu depois que veio a público que Bolsonaro não deveria deixar o país. O deslocamento foi então feito por terra: seis veículos teriam saído em sequência da casa da família para dificultar um eventual monitoramento.
O jornal afirma que a partida foi preparada com uma sequência de voos e possíveis iscas. Um Gulfstream IV argentino teria ido de San Fernando a Puerto Iguazú na noite de segunda-feira e aguardado até a madrugada de quarta, quando foi usado pela família. Um Learjet 45 pousou ali na terça e voltou a Buenos Aires horas depois, o que, para o Clarín, serviu de despiste. Duas aeronaves de matrícula americana também aparecem em registros de rotas para Posadas, e ao menos uma teria apresentado plano de voo enganoso e desviado para Assunção, no Paraguai.
O Clarín sustenta ainda que houve participação dos EUA: agentes ligados ao Departamento de Estado ou a uma agência internacional teriam coordenado os procedimentos de migração e alfândega e mantido a polícia aeroportuária local fora da área, enquanto funcionários argentinos foram afastados. Um carro branco teria servido de distração perto da decolagem.
O jornal diz, por fim, que o governo de Javier Milei deu apoio operacional, e que o presidente argentino teria enviado de forma confidencial o assessor Santiago Caputo a Misiones. O texto do UOL não traz respostas de Flávio Bolsonaro, dos governos citados ou da PL às afirmações.