CNN detalha como Flávio Bolsonaro teria deixado o Brasil em vans e jato fretado
Apuração de órgãos brasileiros obtida pela CNN aponta rota por Foz do Iguaçu, apoio de ex-agente do Mossad e voo de Puerto Iguazú a Miami; a PF avalia pedir bloqueio de bens.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
A CNN Brasil publicou o que descreve como detalhes inéditos de apurações de órgãos brasileiros sobre a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do país. Segundo a emissora, ele foi à Argentina por via terrestre em duas vans, com a esposa e as duas filhas, na terça-feira (27). Câmeras de segurança registraram a travessia da Ponte Tancredo Neves, entre Foz do Iguaçu (PR) e Puerto Iguazú. Um dos motoristas é ex-vereador de Foz do Iguaçu e levou o senador; o filho dele levou a esposa e as filhas em outro veículo.
A reportagem afirma que um ex-agente israelense naturalizado americano, que já atuou no Mossad, chegou ao Brasil em 19 de outubro, acompanhou Flávio de Brasília até a Argentina e foi ajudado por integrantes do governo de Javier Milei. De Puerto Iguazú, a família teria embarcado em um Gulfstream G400 da empresa argentina Baires Fly, com escala em Guayaquil (Equador), e pousado em Opa-locka, Miami, por volta das 10h30 de quarta-feira (28). Segundo o New York Times, citado pela CNN, o jato teria sido providenciado por Jason Miller, estrategista de Trump e funcionário especial da Casa Branca. Flávio usou passaporte diplomático, que a Polícia Federal havia cancelado.
Fontes do governo brasileiro ouvidas pela CNN classificaram a operação como uma "exfiltração" e disseram haver indícios de auxílio de estruturas estatais da Argentina e dos Estados Unidos. Segundo essas fontes, informações desencontradas teriam sido repassadas para concentrar atenções em um local, enquanto a saída ocorreu por outro. A conclusão preliminar, de acordo com a emissora, é de planejamento internacional de grande envergadura, chamado internamente de "operação Alba".
A PF avalia pedir ao STF o bloqueio de bens e contas de Flávio, e o Ministério da Justiça aguarda relatório da corporação sobre o descumprimento de ordem judicial para decidir quais canais de cooperação internacional usará, e se usará. As afirmações vêm de fontes anônimas de órgãos públicos e não foram confirmadas por autoridades dos países citados nem pelo senador; o texto não traz resposta de Flávio Bolsonaro.