Museu Judaico de São Paulo prepara retrospectiva de Gretta Sarfaty
Mostra reúne 60 trabalhos de cinco décadas da artista, entre fotografias, vídeos, performances e pinturas, e destaca a transparência em sua obra.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
O Museu Judaico de São Paulo abre na semana que vem uma grande retrospectiva da artista Gretta Sarfaty, segundo coluna da Folha de S.Paulo de 2 de novembro. A exposição reúne 60 trabalhos produzidos ao longo de cinco décadas, no espaço do museu no centro paulistano.
A seleção inclui fotografias, registros de performances, vídeos e pinturas. A curadoria é de Patricia Wagner, que pretende dar mais relevo à questão da transparência, presente em obras que usam véus, rendas e espelhos.
Segundo a coluna, a artista coloca o corpo da mulher, muitas vezes o dela própria, no limite do visível. A investigação trata da presença em transe, da metamorfose que leva da musa idealizada no pedestal ao monstro grotesco enjaulado.
Um dos pontos fortes é a série de autorretratos criados como performance diante do espelho e da câmera, em que o rosto belo e distorcido de Gretta levou críticos a descrever sua transformação como passagem "da graça à loucura".
A coluna define a artista como ímpar e feminista de primeira ordem e destaca sua capacidade de traduzir essas ideias na fotografia e na pintura, em uma obra descrita como radical.