Itália reabre investigação sobre a morte de Pier Paolo Pasolini
Ministério Público atendeu a pedido de advogado que cita exames de DNA indicando a presença de outras pessoas na cena do crime de 1975.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
O Ministério Público da Itália reabriu a investigação sobre o assassinato do escritor e cineasta Pier Paolo Pasolini, ocorrido em 1975, noticiou a Folha de S.Paulo em 2 de novembro, data que marca os 51 anos da descoberta do corpo.
O pedido foi apresentado pelo advogado Stefano Maccioni, que há anos reivindica novas diligências. Ele disse esperar que o inquérito encerre o caso "de uma vez por todas" e fez um apelo a quem tenha informações e ainda não teve coragem de falar.
Pasolini, importante intelectual de esquerda, foi encontrado morto em uma praia nos arredores de Roma. Na época, Giuseppe "Pino" Pelosi, de 17 anos, foi detido ao fugir do carro do cineasta e confessou o crime, alegando que o diretor tentara estuprá-lo. Cumpriu quase dez anos de prisão.
Em 2005, porém, Pelosi retirou a confissão e atribuiu a culpa a três homens não identificados, com sotaque siciliano.
Maccioni afirma que testes de DNA revelaram a presença de outras pessoas na cena e que o próprio Pelosi talvez nem estivesse lá. Ao longo dos anos, surgiram teorias que vão de chantagem a ataque da extrema direita ou da máfia.