Exposição no Museu Nacional de Belas Artes resgata oito mulheres abolicionistas
'Abolicionistas Brasileiras' reúne histórias de figuras como Esperança Garcia, Aqualtune e Maria Firmina dos Reis, muitas sem registro de imagem.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
Uma exposição em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no centro do Rio de Janeiro, recupera a trajetória de oito mulheres que lutaram contra a escravidão no Brasil, de acordo com a Folha de S.Paulo. A mostra se chama "Abolicionistas Brasileiras".
Entre as personagens estão Adelina, vendedora de charutos que usava a liberdade de circulação para atuar como informante do movimento abolicionista no Maranhão, e Esperança Garcia, escravizada que escreveu em 1770 aquela que é considerada a primeira petição jurídica do país. Aqualtune, que ajudou a liderar o quilombo dos Palmares, é lembrada como antepassada de Zumbi.
A lista inclui ainda Anastácia, símbolo da insubmissão negra; Luiza Mahin, mãe de Luiz Gama; Maria Felipa, pescadora que lutou pela independência; a escritora Maria Firmina dos Reis, autora do primeiro romance abolicionista brasileiro; e Maria Tomásia Figueira Lima, fundadora de uma sociedade cearense contra a escravidão formada só por mulheres.
A aparência de quase todas é desconhecida, exceto a de Maria Tomásia, a única branca do grupo. Para a curadora, Ana Carla Soler, a falta de registros pictóricos fez com que muitas fossem tratadas como mitos ou lendas.
"Só sabemos a história dessas personagens por causa da oralidade", diz a curadora, que atribui o resgate à resistência da população negra.