Flávio Bolsonaro rejeita fim da escala 6x1 e propõe jornada de trabalho flexível
Segundo o Correio da Manhã, o candidato do PL chamou de "oportunismo" a defesa do fim da 6x1, apoiada por Lula, e propõe que o empregado negocie suas horas e receba conforme a jornada.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
De acordo com o Correio da Manhã, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou a proposta de acabar com a escala 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) e defendeu uma jornada flexível, em que o trabalhador possa optar por trabalhar mais ou menos horas. No segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ele classificou a defesa do fim da escala como "oportunismo".
O candidato resumiu a ideia dizendo que "quem quer trabalhar mais, vai trabalhar mais" e que o mesmo vale para quem quer trabalhar menos. Segundo o jornal, a proposta não obriga ninguém a cumprir mais horas: a ideia é flexibilizar a jornada e permitir que a remuneração varie conforme o período trabalhado. Flávio argumenta que uma regra geral poderia prejudicar empresas e trabalhadores. Em agosto, ele já havia defendido que o empregado montasse a própria escala e evitou dizer como votaria na proposta que extingue a 6x1.
Lula, por sua vez, defende reduzir a jornada máxima semanal sem corte de salário e transformou o tema em bandeira de campanha. O assunto voltou ao centro do debate porque o Senado retomou nesta quarta-feira (7) a discussão de uma Proposta de Emenda à Constituição que reduz gradualmente a jornada e prevê o fim da 6x1, mantendo a remuneração. Para o jornal, a estratégia também busca aproximar o petista de trabalhadores mais jovens e assalariados.
O Correio da Manhã observa ainda que União Brasil e PP decidiram apoiar Flávio após o primeiro turno, enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), conduz a tramitação da proposta. O apoio dos partidos, ressalva o texto, não significa adesão automática de suas bancadas à posição do candidato sobre a 6x1.
Na avaliação do jornal, o segundo turno faz da escala 6x1 uma diferença concreta entre os projetos dos dois candidatos para as relações de trabalho: de um lado, a redução constitucional da jornada com manutenção do salário; de outro, a flexibilização baseada na negociação individual das horas.