Simulação em supercomputador recria a 'infância' do Universo, mas deixa um enigma
Modelo Lumina acompanha os primeiros 2 bilhões de anos do cosmos e produz menos galáxias gigantes do que o telescópio James Webb tem observado.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
Astrofísicos divulgaram imagens que mostram como o Universo saiu da escuridão logo após o Big Bang. De acordo com o g1, elas vêm do Lumina, uma simulação feita em supercomputador, apresentada no domingo (25) por um grupo internacional de pesquisadores.
Os cientistas inseriram na máquina as condições do cosmos logo depois do Big Bang, medidas por satélites, e deixaram as leis da física agirem. O computador reproduziu a evolução dos primeiros 2 bilhões de anos: bolhas de luz surgem em torno das primeiras galáxias, crescem, se juntam e dissolvem aos poucos a névoa de gás frio que cobria o cosmos primitivo.
O trecho de Universo recriado tem cerca de 1,6 bilhão de anos-luz de lado. O cálculo acompanhou centenas de bilhões de partículas de gás e de matéria escura, e foi rodado no Frontier, um dos supercomputadores mais potentes do mundo, nos Estados Unidos.
O trabalho foi publicado na segunda-feira (26) na Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. O resultado concorda com boa parte do que os telescópios já viram, mas falha num ponto: o Universo simulado tem menos galáxias gigantes do que o James Webb vem encontrando.
Para os autores, isso indica que as galáxias do Universo jovem cresceram mais rápido do que as teorias atuais conseguem explicar.