Justiça abre à família de Tancredo Neves documentos médicos sigilosos sobre a internação de 1985
TRF-1 decidiu, por unanimidade, que prontuários e outros papéis sejam liberados, mais de 40 anos depois da morte do presidente eleito.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região decidiu, por unanimidade, que a família de Tancredo Neves pode ter acesso a documentos sigilosos sobre a internação do presidente eleito no Hospital de Base, em Brasília, informou o g1. A decisão foi tomada nesta semana.
Tancredo foi internado na véspera da posse, com quadro de diverticulite, e morreu em 21 de abril de 1985, cerca de um mês depois. Até hoje o caso é cercado de dúvidas e de teorias da conspiração, e a família quer esclarecer a suspeita de erro médico.
Pela decisão, o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal devem liberar prontuários, a relação de médicos e outros documentos. Procuradas pelo g1, as entidades disseram que ainda não haviam sido oficialmente notificadas.
A busca por explicações na Justiça começou depois de 2010, com a publicação do livro "O paciente", de Luís Mir, que pesquisou o caso com autorização da família.
Para o g1, o resultado pode começar a resolver dúvidas sobre um episódio que mudou os rumos da política nacional logo depois de o país celebrar a eleição do primeiro presidente civil após duas décadas de regime militar.