Comprimido diário contra câncer de pulmão mantém 55% dos pacientes sem progressão após sete anos
Resultado com lorlatinibe é inédito em doença avançada, mas o remédio custa cerca de R$ 37 mil por mês e não está no SUS.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
Uma pesquisa com o lorlatinibe, comprimido tomado uma vez ao dia, registrou um resultado inédito no câncer de pulmão avançado: após sete anos de acompanhamento, 55% dos pacientes estavam vivos e sem progressão da doença, segundo reportagem do g1.
O medicamento só funciona quando o tumor é impulsionado por uma alteração genética específica, o rearranjo de ALK, presente em cerca de 3% a 7% dos casos do tipo mais comum da doença. Por isso, é considerado uma terapia-alvo.
O câncer de pulmão é o que mais mata no Brasil, com 31.237 mortes por ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Para especialistas ouvidos pelo g1, o tratamento muda o panorama dessa parcela de pacientes.
O problema é o acesso. Os comprimidos custam cerca de R$ 37 mil por mês e o remédio não faz parte do SUS. Quem o usa hoje tem cobertura de plano de saúde, conseguiu na Justiça ou paga do próprio bolso.
A reportagem conta o caso de Paula Piteri, que descobriu a doença aos 38 anos e usa o lorlatinibe há quase um ano. Ela diz que recuperou a perspectiva de futuro.