Gilmar Mendes cobra do comando do TSE postura de "árbitro equidistante" após o segundo turno
Ministro do STF escreveu que "silêncios e hesitações não são neutros" depois de decisões divergentes no dia da votação.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
O ministro Gilmar Mendes, do STF, afirmou nesta terça-feira (3) que quem comanda o Tribunal Superior Eleitoral deve agir como "árbitro equidistante", segundo o g1. Em publicação no X, ele disse que "silêncios e hesitações não são neutros", sem citar nomes ou episódios específicos.
A manifestação vem depois do segundo turno de 25 de outubro, marcado por decisões divergentes entre STF e TSE sobre a prorrogação do horário de votação. As campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro pediram a ampliação do horário diante de relatos de problemas que dificultavam a chegada de eleitores.
O TSE é presidido por Kassio Nunes Marques, também ministro do STF, que assumiu o comando da Corte Eleitoral neste ano e fica até maio de 2027. Ele já havia declarado que a Justiça Eleitoral conduziu o pleito com segurança e dentro da normalidade.
Gilmar elogiou a atuação dos demais integrantes do colegiado: "Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel". Para ele, a solidez do processo eleitoral não pode depender apenas da força do colegiado, e hesitações abrem espaço para decisões contraditórias e servem de pretexto a quem ataca o sistema eleitoral.