Abertura comercial de Milei dispara falências e corrói a popularidade do governo
Cerca de 32,3 mil empresas fecharam na Argentina desde dezembro de 2023, e economistas veem recessão no terceiro trimestre, relata a Folha.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
A política de abertura da economia do presidente argentino Javier Milei vem multiplicando fechamentos de empresas e aumentando a desaprovação do governo, de acordo com reportagem publicada pela Folha de S.Paulo.
O jornal visitou a Eseka, fábrica familiar de meias e roupas íntimas em Buenos Aires. Desde que Milei assumiu, há quase três anos, as vendas caíram cerca de 40%, afetadas pela demanda fraca e pela concorrência de importados mais baratos. A empresa cortou cerca de 30% da força de trabalho, e mais da metade de suas máquinas de tricô está parada.
Segundo o centro de estudos Fundar, cerca de 32,3 mil empresas, aproximadamente 6% do total, fecharam entre dezembro de 2023 e julho deste ano. Nos nove primeiros meses de 2026, o consumo caiu 2,7% na comparação anual, conforme a consultoria Scentia.
O dado pesa porque o consumo das famílias responde por cerca de dois terços do PIB argentino. Economistas afirmam que o país provavelmente entrou em recessão no terceiro trimestre, o que testa a paciência dos eleitores um ano antes da eleição presidencial de outubro de 2027, na qual Milei deve buscar a reeleição.
"A situação é crítica", disse o empresário Ricardo Kuchikian, dono da Eseka.