Super El Niño pode causar mais de 850 mil mortes por calor até março, estima projeção
Climate Impact Lab quase dobra a estimativa anterior; Brasil pode ter cerca de 19 mil óbitos acima da média entre outubro e março.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
O forte El Niño em curso pode provocar cerca de 857 mil mortes ligadas ao calor extremo em todo o mundo até março de 2027, estima o Climate Impact Lab, grupo ligado à Universidade de Chicago. A projeção foi divulgada na semana de 30 de outubro, de acordo com o g1.
O número é quase o dobro da estimativa de setembro, de aproximadamente 451 mil. Os cientistas explicam que passaram a incluir março de 2027 no período analisado e trocaram previsões de temperatura de agosto e setembro por dados observados, mais altos que o esperado. Agosto de 2026 foi o mais quente já registrado para o mês.
Desse total, cerca de 373 mil mortes devem ocorrer entre outubro e março. O Brasil pode registrar aproximadamente 19 mil óbitos relacionados ao calor acima da média no período.
Os países do Sul Global devem concentrar a maior parte das vítimas. Nigéria (cerca de 56 mil), Índia (55 mil) e Indonésia (29 mil) lideram as projeções, que levam em conta tanto a exposição ao calor quanto a vulnerabilidade e a capacidade de adaptação de cada população.
Segundo as projeções mais recentes, há 83% de chance de que este seja o El Niño mais forte desde 1950. O grupo lançou um rastreador com estimativas mensais para cerca de 3,7 mil regiões administrativas e promete atualizações todo mês.