ONU: novas metas climáticas cortariam só 6% das emissões até 2035
A poucos dias da COP31, avaliação da convenção do clima mostra que compromissos nacionais estão longe dos 60% necessários para limitar o aquecimento a 1,5°C.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
Às vésperas da COP31, a ONU divulgou em 27 de outubro uma avaliação que mostra o tamanho do abismo entre promessas e necessidade. Segundo o g1, as novas metas nacionais reduziriam as emissões globais de gases de efeito estufa em apenas 6% até 2035.
O número é cerca de dez vezes menor que o necessário para manter o aquecimento em 1,5°C, cenário em que o corte teria de ser de aproximadamente 60%. A análise, feita pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, considerou 127 novas metas apresentadas entre janeiro de 2024 e agosto de 2026.
Se os compromissos atuais forem mantidos, a temperatura média do planeta pode subir até 3,2°C até 2100. Caso as metas de longo prazo também sejam cumpridas, o aquecimento ficaria entre 1,7°C e 2,3°C.
Os países devem emitir 368 bilhões de toneladas de CO₂ entre 2026 e 2035, volume quase três vezes superior ao limite compatível com a meta de 1,5°C.
Há sinais de avanço na transição energética: a proporção de países que preveem sistemas de armazenamento de energia subiu de 33% para 56%. A COP31 será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antália, na Turquia.