Lula poderá indicar seis diretores do Banco Central até o fim de 2027
Mercado teme mudança de perfil do colegiado do Copom e retomada do debate sobre flexibilizar a meta de inflação, segundo a Folha.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva poderá escolher mais seis nomes para a diretoria do Banco Central até o fim de 2027, informou a Folha de S.Paulo. Duas cadeiras estão vagas desde janeiro, outras duas poderão ser preenchidas até fevereiro e mais duas abrem em 31 de dezembro de 2027.
A perspectiva de mudança no perfil do BC, e portanto do Comitê de Política Monetária, entrou no radar do mercado depois da vitória do petista. A principal preocupação é que a instituição se torne leniente com a inflação para acelerar a queda da Selic.
Segundo o jornal, analistas já esperam a volta do debate sobre flexibilizar a meta de inflação, hoje de 3% com margem de 1,5 ponto para cima ou para baixo.
A partir de 2028, último ano do mandato do presidente do BC, Gabriel Galípolo, os seis novos indicados formariam maioria no colegiado de nove cadeiras. Restariam apenas Galípolo e os diretores Gilneu Vivan e Izabela Correa, com mandatos até 31 de dezembro de 2028.
A Folha lembra que Galípolo tem sido alvo de críticas de integrantes do PT e do governo, que o responsabilizam pela alta da dívida pública por causa dos juros elevados. O ministro Dario Durigan reclamou do noticiário sobre o tema nesta terça.