Binance sofre o maior roubo de criptomoedas já registrado, de US$ 6,3 bilhões
Corretora diz que cobrirá as perdas; empresas de análise ligam o ataque a hackers norte-coreanos e apontam um notebook de engenheiro como possível porta de entrada.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, informou na quinta-feira (29) que ativos digitais avaliados em US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 33 bilhões) foram afetados por um ataque hacker. Segundo o g1, trata-se do que se acredita ser o maior roubo de criptomoedas da história, à frente dos US$ 1,5 bilhão levados da Bybit em 2025.
De acordo com a empresa, as primeiras checagens indicam que o notebook de um engenheiro foi comprometido, o que teria permitido saques não autorizados. O co-CEO Richard Teng explicou que o invasor acessou um ambiente de serviço para enviar transações indevidas e que não há evidência de vazamento de chave privada.
Duas empresas de análise atribuíram o ataque ao grupo TraderTraitor, da Coreia do Norte, também conhecido como Lazarus. A Check Point afirmou que as perdas estimadas tornam o caso o maior roubo de criptomoedas já visto, e a TRM Labs apontou semelhanças com incidentes anteriores ligados ao país.
A Binance afirmou que cerca de metade dos ativos foi congelada e que cobrirá todas as perdas com recursos próprios. As plataformas Tether e Circle congelaram aproximadamente US$ 2,4 bilhões em resposta. Os saques foram suspensos temporariamente, e a corretora disse na sexta-feira (30) que já começava a recuperar os ativos e esperava normalizar as retiradas em 45 horas.
Após os alertas, o bitcoin recuou mais de 4%, segundo o g1.