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Meio AmbienteResumo Panorama

Só um quarto da área prometida para restauração ambiental está em recuperação, diz ONU

Primeiro balanço global, apresentado na COP17 de biodiversidade, aponta 252 milhões de hectares em restauração e financiamento muito abaixo do necessário.

Texto
Voluntários plantam mudas de mangue em projeto de restauração costeira
KUASACSR / Wikimedia Commons · CC BY-SA 4.0

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.

Os países se comprometeram a restaurar cerca de 1 bilhão de hectares de ecossistemas degradados até 2030, mas só um quarto dessa área tem ações documentadas. O dado vem de um relatório da ONU apresentado em 29 de outubro, durante a COP17 de biodiversidade, em Yerevan, na Armênia, conforme informou o g1.

Segundo o levantamento, o primeiro de alcance global sobre o tema, 252 milhões de hectares estão em recuperação em 149 países. Rios e oceanos mostram progresso menor que florestas. A Ásia concentra a maior parte das iniciativas, com a China à frente.

Na América do Sul, são 5,4 milhões de hectares em restauração, dos quais 3,4 milhões estão no Brasil.

O documento avalia a meta do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que prevê ao menos 30% dos ecossistemas degradados em restauração efetiva até 2030. Para chegar lá, a ONU calcula que as ações precisam triplicar.

O dinheiro também é insuficiente: o financiamento somou US$ 64 bilhões em 2022, enquanto seriam necessários US$ 296 bilhões por ano até 2030. A diretora do Pnuma, Inger Andersen, disse que o mundo vive "um dos maiores movimentos em defesa da natureza", mas ainda sem a escala e a velocidade necessárias.

Fontes consultadasg1Ler a íntegra em g1
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