Só um quarto da área prometida para restauração ambiental está em recuperação, diz ONU
Primeiro balanço global, apresentado na COP17 de biodiversidade, aponta 252 milhões de hectares em restauração e financiamento muito abaixo do necessário.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
Os países se comprometeram a restaurar cerca de 1 bilhão de hectares de ecossistemas degradados até 2030, mas só um quarto dessa área tem ações documentadas. O dado vem de um relatório da ONU apresentado em 29 de outubro, durante a COP17 de biodiversidade, em Yerevan, na Armênia, conforme informou o g1.
Segundo o levantamento, o primeiro de alcance global sobre o tema, 252 milhões de hectares estão em recuperação em 149 países. Rios e oceanos mostram progresso menor que florestas. A Ásia concentra a maior parte das iniciativas, com a China à frente.
Na América do Sul, são 5,4 milhões de hectares em restauração, dos quais 3,4 milhões estão no Brasil.
O documento avalia a meta do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que prevê ao menos 30% dos ecossistemas degradados em restauração efetiva até 2030. Para chegar lá, a ONU calcula que as ações precisam triplicar.
O dinheiro também é insuficiente: o financiamento somou US$ 64 bilhões em 2022, enquanto seriam necessários US$ 296 bilhões por ano até 2030. A diretora do Pnuma, Inger Andersen, disse que o mundo vive "um dos maiores movimentos em defesa da natureza", mas ainda sem a escala e a velocidade necessárias.