China nega ter espionado Jensen Huang, CEO da Nvidia, e fala em 'especulação infundada'
Segundo o New York Times, inteligência americana concluiu que executiva ligada a empresa de data centers de Singapura repassava informações a Pequim.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
A China negou na sexta-feira (30) as acusações de que teria espionado Jensen Huang, CEO da Nvidia. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, chamou o relato de especulação infundada e de tentativa de difamar o país, informou o g1, com base na France Presse.
A acusação partiu de reportagem do New York Times, segundo a qual autoridades de inteligência dos EUA concluíram que uma executiva chinesa ligada à empresa de data centers Megaspeed, de Singapura, repassava informações a Pequim. O jornal diz que ela, Alice Huang, estabeleceu relação próxima com o CEO, embora os dois não sejam parentes.
De acordo com o NYT, havia suspeitas de que a Megaspeed enviasse chips da Nvidia para a China, e o presidente Donald Trump teria sido informado das conclusões há cerca de um ano, sem tomar providências.
A Nvidia respondeu que a Megaspeed é um cliente regional como outros e que as interações de Huang com a executiva não são incomuns. Segundo a empresa, as suspeitas de contrabando de chips foram investigadas e descartadas no ano passado.
O caso se insere na disputa tecnológica entre Pequim e Washington, que restringe a exportação à China de chips avançados da Nvidia, usados no treinamento e na operação de modelos de IA. O boom de data centers ajudou a transformar a empresa na mais valiosa do mundo.