Série 'Dom de Iludir', da Netflix, lembra caso real de golpe contra colecionadora no Rio
Trama com Marieta Severo e Alice Wegmann tem semelhanças com a fraude que lesou uma colecionadora em R$ 725 milhões, segundo o Ministério Público.

Resumo elaborado pela redação do Panorama a partir das fontes listadas abaixo. Os fatos citados são atribuídos às publicações originais.
A série "Dom de Iludir", da Netflix, apresenta um enredo com muitos pontos em comum com um escândalo real ocorrido no Rio de Janeiro, embora a plataforma não cite o caso na divulgação, conforme apontou a Folha de S.Paulo em 3 de novembro.
O episódio verdadeiro veio à tona em 2022: uma idosa colecionadora de arte foi convencida por uma falsa cartomante a se desfazer de pinturas de grande valor enquanto era mantida em cárcere privado pela própria filha. O prejuízo foi estimado em R$ 725 milhões pelo Ministério Público.
Segundo a polícia, a suposta vidente disse que a filha estava doente e morreria em breve e ofereceu um tratamento espiritual em troca de dinheiro. Além das transferências, obras de arte e joias foram levadas.
Na vida real, a colecionadora é Geneviève Boghici; na ficção, Marieta Severo vive Lúcia Rossetti. A filha, Sabine Boghici, vira Maíra, interpretada por Alice Wegmann, e a cartomante Rosa Stanesco se transforma na curandeira Irina, papel de Nanda Costta. Nos dois casos, ela fazia parte de uma quadrilha.
A Netflix gravou em um apartamento de quatro andares e 3.900 metros quadrados com vista para o Pão de Açúcar, no Flamengo.